quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

ATENÇÃO!

 🎂 ANIVERSÁRIO DO PAPIS DA SOFIAGEM!!

       Poste especial de aniversário dedicado ao meu paaaaaiiiii!!!!!

eu e papis rodrigão no auge dos anos 2008 (ou 2009) ✿✿

  Te amo mais que tudo, papito!! 💗💗💗💗💗
VIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLLLLLLLLLLAAAAAAAAAAAA!!!!

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

A letter to 'Carla'

 ❣ But there's nothing else I can really do at all

      Esta aqui é uma carta aberta a minha pessoa favorita - que infelizmente se foi.
      Mamãe,
      Nunca imaginei estar passando por esse momento tão cedo - e de forma tão abrupta. Há exatos 56 dias atrás, eu fui obrigada e me despedir de você. Para sempre. Lembro como se fosse ontem da vontade de vomitar e da sensação de algo sendo arrancado de dentro de mim, que senti quando meu pai abriu a porta do meu quarto de madrugada para dar a pior notícia que eu poderia receber. Você tinha falecido. 
      Não me parece real ainda, nunca vou me acostumar com a ideia de que você nunca mais vai voltar. Sei que não é o momento de querer desistir de tudo, mas é a coisa mais difícil do mundo eu ter que seguir minha vida normalmente e lembrar toda hora que eu nunca mais vou te ver. Só de imaginar que eu vou ter uma vida inteira pela frente sem você eu me desespero.
     Uma das coisas que eu mais gostava de fazer era te observar do meu banco no carro quando a gente viajava. Ou quando eu chegava da escola e ia ficar enchendo seu saco no escritório enquanto você trabalhava. Nosso, como eu amava isso.
      Me sinto tão honrada de ter sido sua filha. Eu tenho certeza que fui a pessoa mais sortuda do mundo por ter tido a chance de conviver com você todos os dias durante esses 17 anos.
     Agora entendo a sua danação em tentar impedir a gente de sair todo final de semana - acho que, analisando tudo, você já previa esse dia chegando mais cedo do que a gente poderia imaginar... e você só queria aproveitar a gente.
     Não me canso de falar para as pessoas o quanto você tinha a alma evoluída -  e acho que esse também foi um dos motivos que te fez ir mais cedo. Mas quando que é a hora certa? Eu digo que a senhora foi mais cedo porque não estávamos preparados e também porque eu nunca quis ter que sentir essa dor. E dói, meu Deus, como dói.
      Eu falava para mim mesma: "quando a minha mãe morrer, eu COM CERTEZA vou me matar" e olha eu aqui. Não fiz isso. Não fiz porque isso não ia adiantar nada, ia ser egoísmo da minha parte e porque você sempre quis me ver conquistando tudo aquilo que eu queria. Você sempre fez muitos planos, sempre sonhou muito e sempre correu atrás de realizá-los, independente da situação - o que sempre admirei em você -, porque você sabia que só dependia de você e a senhora nunca duvidou do próprio potencial.
      Eu tive você, a pessoa que era um exemplo para todo mundo, como minha própria mãe. Todos os melhores ensinamentos que eu tive nessa vida, foi graças a você. Eu gostaria de ser capaz de lembrar da senhora sem chorar, mas é impossível. As coisas realmente não vão ser as mesmas daqui pra frente. 
      Uma vez me disseram que, nós, seres humanos, não fomos programados para superar o luto, porque nem fomos feitos para perder pessoas que fizeram parte da nossa vida - e é por isso que sentimos aquela sensação de estar resetando o tempo inteiro durante os primeiros dias. E foi exatamente assim que eu me senti - principalmente no seu velório. Você acorda, lembra, chora, passa, faz suas coisas, lembra de novo, chora de novo, passa de novo... e ficamos nesse ciclo até que a ferida se cure. Meu medo é de que essa ferida nunca se cure.
       E daí, com esse medo meu, lembro de todas as vezes que eu me machucava e você vinha cuidar das minhas feridas. Mas cadê você agora?
       No seu velório mesmo eu ansiava por esse colo, por esse carinho e amparo - que você sempre fez questão de dar para gente e que você sempre se certificou de que tínhamos certeza do quanto éramos amados por você -, mas eu olhava para frente e via você deitada, descansando.
      Quando penso na vida de forma geral, eu só penso em vivê-la intensamente e sem arrependimentos, assim como a senhora sempre fez - desde que era uma adolescente que reprimia o sonho de ter uma família, de ser mãe, apenas porque tinha receio de nunca ser escolhida e amada por ninguém. 
      E apesar dos seus medos, você viveu tudo que queria viver - outra coisa que quero me inspirar - e não deixou de fazer nada em vida. Cê tem noção que você fechou os dois antebraços, de tatuagem, no mesmo dia??! Você estava tão feliz com isso... - a primeira messy girl do mundo.
       Isso me conforta, inclusive, sabe? Ter a noção de que você sempre fez o que queria fazer, sem nada te prendendo. E é assim que eu quero ser daqui para frente. Quero seguir seu legado gigante que ficou. Quero levar seu nome e sua história comigo para onde eu for. 
       Eu tenho tantas coisas para falar ainda, mas nunca vou saber exatamente colocar em palavras esse sentimento. Um segundinho a mais com você já seria suficiente.
       Lembro de uma vez que você teve que viajar para São Paulo a trabalho, e lembro exatamente do tamanho da saudade que eu senti. Você ficou três dias fora de casa, mas para a gente pareceu uma eternidade. 
       E agora, a saudade que eu tô sentido se parece com essa sentida há 6 anos atrás - exceto pelo fato de que você não vai voltar. Eu fico torcendo para a hora que você vai entrar pela porta da sala e vai nos contagiar com seu sorriso e risada. Mas isso não vai acontecer. Nunca mais.
       Todos nós estamos sentindo sua falta: eu, bibia, papai, vovó e - acho que principalmente - o Elvis. Você não faz ideia do tanto que ele está sentidinho. Para você ter uma noção, mamãe, meus amigos até hoje dizem que não conseguem acreditar que você se foi. Todas as suas migles - assim como você as chamavam - estão sem chão até hoje. Você é essencial na vida de muita gente, mamãe, e vai fazer muita falta.
       Eu te amo mais do que tudo nesse mundo e meu maior sonho sempre foi ver você e o papai envelhecendo lado a lado. Esse sonho, nunca vai se realizar, mas ainda tenho outros os quais sonhamos juntas.
       Obrigada por tudo, mamãe. Sempre vou te amar.







segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Savior complex

 ❦ Show me yours, I'll show you mine

    Detesto a ideia de parecer diferente na perspectiva de outras pessoas - especificamente na de possíveis parceiros (as).
         Sabe quando você tá rodeado de pessoas que conhece há pouco tempo e você fica com a ‘neura’ de que elas podem estar pensando algo negativo sobre sua pessoa? Ou que elas estejam pensando que você que é uma coisa, sendo que é outra totalmente diferente? Pois é. Para mim, na verdade, apenas lembrar que essas pessoas têm perspectivas diferentes - entre si - sobre mim já me causa um completo desespero. E eu acho que isso tem tudo a ver com o fato de eu não querer me relacionar - romanticamente - com ninguém.
        Posso estar parecendo extremamente neurótica agora, mas esse meu receio a respeito da forma como os outro me enxergam, é real.
       Durante um bom tempo da minha vida, algumas pessoa as quais ainda fazem parte do meu convívio, costumavam impor uma personalidade a mim, a qual eu não tinha. Isso me causou diversas crises de identidade com apenas 11 anos de idade - eu ia dizer treze, porém além de ter sido exatamente com 11 anos, isso até que é normal de acontecer na vida de uma garota aos 13 mesmo. E olhando para trás, agora nos meus quase 18 anos, penso se ainda estou presa nesse pré-julgamento - se ainda estou presa em encenar a personalidade que me foi imposta.
        No meu juízo perfeito eu diria que não, eu diria que realmente estou sendo eu depois de aaaaaaanos conectada a essa 'sofia' inventada por outros. 
        Mas agora, neste exato momento, ainda acho que esse passado me assombra.
       Vejo a maioria das pessoas ao meu redor - amigos, amigos dos meus amigos, ou até mesmo apenas conhecidos - iniciando relacionamentos e conhecendo pessoas novas. O que não me ocorre. Não é como se eu quisesse um relacionamento, mas eu gostaria de entender o porque não quero, uma vez que é extremamente comum na minha idade querer namorar - e quando comecei a me questionar, isso veio a minha mente.
        Eu não seria idiota de me relacionar com alguém que não me conheça de verdade e que não saiba lidar e respeitar a minha personalidade e com a forma como lido com o mundo. Isso inclusive seria irresponsável da minha parte - deixar que a pessoa acredite numa coisa que eu não sou. Quando penso em namoro ou em uma pessoa para estar ao meu lado, penso logo em alguém que me entenda - porque não há nada melhor nesse mundo do que se sentir compreendido (obrigada, Jeff Buckley, por sempre fazer isso por mim). Porém, e se isso nunca acontecer? Justamente pelo fato de eu não estar sendo eu.
      É óbvio que em um relacionamento eu teria que ser 100% sincera coma a pessoa e teria que ter em mente que não seria ruim parecer vulnerável na frente dela. E é ÓBVIO que se eu estivesse me relacionando com alguém, essa pessoa provavelmente gostaria de mim do jeito que eu sou. E daí eu acabo refutando o meu próprio argumento.
       Esse argumento é igualmente refutado quando penso que eu também tenho perspectivas diferentes a respeito dos outros - e que essas pessoa teriam que lidar com a forma como eu as enxergo, da mesma forma que eu tenho que lidar. O que eu acredito que não seja algo ruim - pro outros, no caso. E o receio passa. Não totalmente, mas passa.
       Acho que o meu real problema é fingir não enxergar que todos nós estamos suscetíveis a pré-julgamentos dos outros - e não apenas eu.
       A verdade é que me despersonalizar no meu próprio mundo e acabar lembrando que existo no mundo dos outros de forma coadjuvante, me desespera. O que é bom e ruim ao mesmo tempo para toda essa linha de raciocínio - confusa - que eu tenho. 
       E pode ser que no momento eu só não esteja interessada mesmo em relacionamentos e compromissos e responsabilidades e ter que lidar com os meus próprios sentimentos e com os sentimentos de outras pessoas. E é maravilhoso eu reconhecer isso, porque assim evito transtornos para a minha vida e para a vida dos outros.
       Não faz mal ser a única solteira.  Aceita, Sofia.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

A (verdadeira) doença do século

⌦ É preciso estar atento e forte!

       Como é possível uma geração sair de: rock n roll, funk proibidão, do rap, das revoltas, das lutas, do espírito (e da ação) anarquista, do hardcore, da ânsia pelo diferente... sair do tal do "ninguém me entende!" - deixando para trás os cigarros, as drogas (sem romantização aqui neste blog!!), o álcool (já dizia o nosso grande Chico Science que "uma cerveja antes do almoço é muito bom para ficar pensando melhor") - e abandonando o tão famoso "smells like teen spirit" enguelado por Kurt Cobain nos anos noventa, para chegar no: adolescente indo pra 'church' - porque nem pra ir em igreja de verdade essas porra presta - , ou em meninas se vestindo igual minha professora de português do primeiro ano do fundamental, ou em adolescentes indo para culto de jovens ao invés de ir para qualquer buraco do centro da cidade - e por consequência pular essa fase de fazer merda mesmo.
      Não somos ninguém para julgar e apontar o dedo no estilo de vida que cada um deseja seguir, mas não me parece muito natural um bando de adolescente largar isso tudo para agir feito uns 'senhores de idade' ridículos e conservadores. 
      E pensar que meus pais viveram todo esse cenário punk na adolescência deles - numa época em que, teoricamente, o conservadorismo era para ser maior. Acho que na verdade essa doença chamada 'conservadorismo' nunca foi embora. Ela sempre esteve aqui pronta para surpreender a próxima geração que tivesse a personalidade mais fraca.
     Onde foram parar as messy girls?? Por quê nenhuma menina mais tem o sonho de ser igual a Anitta (nem gosto dela, mas quando eu era criança meu sonho era ganhar aquela sandália horrorooooooosa dela, que na época eu achava maravilhosa - uma fotinha dela em anexo para vocês 🔗), ou igual a Avril Lavigne?? Criança nenhuma tem vontade de ter uma banda de rock mais? Poxa era tudo o que eu mais queria :(
     Tudo bem, tudo bem... você não precisa seguir esse estilo de vida 'pank'. Mas é sério que você ficou tão interessado com um galpão de parede preta, com a estética clean girl - que chatice! aqui o bagulho é maximalismo mesmo porra -, se interessou muito mais em ir para um culto de jovens - com jovens sem sal tanto quanto você - do que ir para uma festa eletrônica ou qualquer coisa que soe menos "tenho 54 anos e votei 17 em 2018" e soe mais como " tenho 17 anos e sou um adolescente fazendo coisas de adolescente"??
      É tão difícil viver a fase que você tem que viver? Porque assim, eu até consigo entender essa galera que já nasceu e sempre viveu nesse tipo de família mais conservadora mesmo... mas agora você vem de uma família nada religiosa e decide virar VAROA/VARÃO??? Para mim isso sim é aberração. E na verdade verdadeira, meu problema não é nem essa galera querer frequentar igreja, ter sua crença e cuidar da própria espiritualidade, o incômodo que eu tenho mesmo está muito mais relacionado as consequências -  tanto futuras quanto as que já estamos tendo que lidar - dessa escolha imbecil. Onde já se viu mulher querer ser submissa??!?!! eu ein.
      Mas enfim, faça o que tu queres pois é tudo da lei. Quem sou eu senão apenas uma garota que sempre teve o sonho de ter um blog? Porém fica a reflexão, né.
      Um beijo e um queijo para vocês! 💋

anexo da sandália kkkkkkkkkkj:

olha issooooo!!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Mistério do planeta

 ➤ Vou mostrando como  sou, e vou sendo como posso...




 


       Oi 💋, meu nome é sofia, mas vocês podem me chamar de sofiagem! Este apelido em específico foi minha amiga Ávila que me deu. Adoro quando as pessoas inventam apelidos que apenas elas usam comigo, porque para mi isso mostra que de certa forma faço parte do mundinho de outras pessoas também. Meio que esse apelido pegou, então... mas ainda assim continuo fazendo parte do mundinho de muita gente. E é sobre isso que falarei neste capítulo.
       Vocês não acham interessante o fato de vivermos em um mundo GIGANTESCO e ainda sim existir mundinhos, submundinhos, comunidades, sociedades e realidades diferentes?! Me atiça uma coisa dentro de mim quando penso nisso. Porque eu acho que cada um de nós deixamos os outros verem aquilo que queremos, não nos permitimos muitas das vezes  mostrar o nosso verdadeiro 'eu'. Contudo, não acredito que isso seja negativo: cada um sabe o que deve fazer a respeito de seu próprio mundo -  assim como no tal do "mundo real" precisamos preservar, planejar, cuidar e lutar, o nosso mundinho particular também carece de cuidados ( e acredito que muito mais especiais).
      Por isso, gostaria de lhes apresentar o MEU MUNDINHO!!!! 😸😁💗💋💫
Eu irei escrever sobre experiências minhas, gostos, irei desabafar sem intenção de que alguém leia e se importe, irei fazer indicações de filmes, músicas, álbuns, livros artigos..., irei realmente introduzi-los ao meu sistema solar. Pretendo discutir assuntos polêmicos também, acho interessante expor o verdadeiro caos que está a minha cidade (cabeça). Ainda tem muita coisa que eu adoraria lhes dizer, por isso... espero vê-los nos próximos capítulos!
      Um beijo e um queijo para todos!

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